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Tratamento da obesidade por Balão Intra-Gástrico

Equipa multidisciplinar de tratamento da obesidade

imagem: bib.gif Na manopH, uma equipa multidisciplinar avalia o seu problema de obesidade e as possibilidades do seu tratamento pela colocação de um balão intra-gástrico.

Esta equipa avalia o problema de obesidade do doente e a possibilidade da sua terapêutica mediante o método de colocação do Balão Intragástrico.



A técnica

O tratamento para obesidade com o Balão Intra-Gástrico é mais uma opção disponível de técnica menos invasiva que a cirurgia. Desenvolvido pela empresa norte-americana Bioenterics, o balão intra-gástrico é uma prótese de silicone de formato esférico e superfície lisa.

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O balão é introduzido no estômago do doente numa operação semelhante à endoscopia. O objectivo principal é provocar uma sensação de saciedade e estômago cheio. O doente sente-se satisfeito com um volume muito menor de comida. O balão ocupa boa parte da cavidade gástrica. Ele é preenchido com soro fisiológico e azul de metileno, corante especial que vai mudar a cor da urina caso o balão seja rompido. Os riscos de uma complicação são praticamente nulos.

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A média de permanência do balão no estômago está entre 4 e 6 meses. O que vai determinar a permanência do balão é o resultado de emagrecimento do doente.
Em seis meses, a perda de peso estimada gira em torno de 15 a 25 quilos. Se necessário, após este período, coloca-se um novo balão.


Indicações
O balão intra-gástrico é indicado a doentes com IMC abaixo de 35 que não obtém sucesso em tratamentos clínicos ou doentes com IMC maior que 35 que não possuem condições de se submeter a cirurgia.


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Os cuidados a ter após a colocação do balão

O doente é medicado com inibidor da bomba de protões e anti-eméticos.

De maneira geral, a principal mudança na alimentação após a colocação do balão é uma diminuição importante na quantidade de alimentos consumidos diariamente devido à sua presença no estômago. Porém, outros cuidados com a alimentação são fundamentais.

Pode-se dividir o cuidado com a alimentação em cinco fases após a colocação do balão

Fase da alimentação líquida : esta fase compreende a primeira semana após a colocação do balão e caracteriza-se com uma fase de adaptação. A alimentação é liquida e constituída de pequenos volumes (em torno de 50 ml por refeição) e tem como principal objectivo o repouso gástrico, a adaptação aos pequenos volumes e a hidratação. Como consequência da alimentação líquida, a perda de peso é bastante grande nestas duas semanas, devendo-se introduzir o uso de complementos nutricionais específicos para evitar carências de vitaminas e de minerais
Fase da evolução de consistência : de acordo com a tolerância e as necessidades individuais, a alimentação vai evoluindo de liquida para pastosa com a introdução de preparações liquidificadas, cremes e papinhas ralas. A evolução de cada doente é variável de forma que a escolha de cada alimento deve ser acompanhada cuidadosamente para evitar desconforto digestivo como dor, náuseas e vómitos, esta fase tem um tempo de duração diferente para cada indivíduo porém, em média, dura em torno de 1 semana.

Fase da selecção qualitativa e mastigação exaustiva : passadas as duas primeiras semanas após a colocação do balão, inicia-se uma fase onde a selecção dos alimentos é de fundamental importância pois, considerando que as quantidades ingeridas diariamente continuam muito pequenas, deve-se dar preferência aos alimentos mais nutritivos escolhendo fontes diárias de ferro, cálcio e vitaminas. O doente deverá receber um treino para reconhecer quais são os alimentos mais ricos neste nutrientes de forma a ficar mais independente para escolher as principais fontes de minerais e vitaminas encontradas nas suas refeições diárias. Como a alimentação passa a ser mais consistente deve-se mastigar exaustivamente.

Fase da optimização da dieta : nesta fase a alimentação vai evoluindo gradativamente para uma consistência cada vez mais próxima do ideal para uma nutrição satisfatória. O cuidado com a escolha dos alimentos nutritivos deve continuar pois, as quantidades ingeridas diariamente continuam pequenas. Nesta fase o doente pode ser capaz de seleccionar os alimentos que lhe tragam mais conforto, satisfação e qualidade nutricional. Somente não são tolerados alimentos muito fibrosos e consistentes.

Fase da adaptação final e independência alimentar : A partir desta fase, um acompanhamento periódico faz-se necessário somente para o acompanhamento da evolução de peso e levantamento de informações para identificar se existem carências nutricionais.


Aspectos Importantes

Consumo de líquidos : A rápida perda de peso leva a uma aumento transitório dos níveis de ácido úrico na circulação. Quando a hidratação não é suficiente poderá haver formação de litíase renal. Por este motivo o consumo de líquidos deve ser monitorizado para evitar que a urina fique muito concentrada. O consumo de líquidos deve ser constante, independente da sede.

Ritmo de emagrecimento : A perda de peso é muito intensa principalmente durante as duas primeiras semanas após a colocação do balão. O ritmo acelerado de emagrecimento continua a ser observado até o terceiro mês e , a partir de então, passa a ser mais lento. Este é um processo natural de adaptação fisiológica que faz com que o organismo passe a gastar menos energia diariamente para evitar que a perda de peso rápida e permanente leve à desnutrição e aos consequentes riscos à saúde como a queda da resistência à infecções, desmineralização óssea, dentre outros.

Há alguma maneira de melhorar o ritmo de perda de peso nesta fase ?
A melhor forma é a actividade física regular. O exercício faz com que o organismo gaste mais energia, o que ajuda a perder peso, além de trazer uma sensação de bem estar e relaxamento. Entretanto, deve-se procurar orientação médica para a avaliação do momento adequado para iniciar o exercício e também para a escolha do melhor tipo de actividade a ser realizada.

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